fbpx

Artistas

Anna B Savage

annabsavage

Depois de uma insinuação em 2015 sobre um portentoso talento, Anna B Savage rompeu pelos ouvidos mais atentos em 2020 e revelou-se uma artista prolífica, que cumpriu as elevadas expectativas que havia definido. Quatro lançamentos depois, a britânica chega ao Mucho Flow para provar, em palco, o que mostra em disco: voz poderosa, ampla e tendencialmente grave, em constante desgarrada com melodias dissonantes, quase perturbadoras, na guitarra. Uma abordagem ao formato pop e de canção singular.

www
bandcamp

Depois de uma insinuação em 2015 sobre um portentoso talento, Anna B Savage rompeu pelos ouvidos mais atentos em 2020 e revelou-se uma artista prolífica, que cumpriu as elevadas expectativas que havia definido. Quatro lançamentos depois, a britânica chega ao Mucho Flow para provar, em palco, o que mostra em disco: voz poderosa, ampla e tendencialmente grave, em constante desgarrada com melodias dissonantes, quase perturbadoras, na guitarra. Uma abordagem ao formato pop e de canção singular.

www
bandcamp

arrogancearrogance

Do ghetto house ao juke, com todas as variantes de altos BPMs que orbitam estes ritmos, Arrogance Arrogance é um DJ de andamentos elevados para corpos suados.

Fundador das míticas festas ÁCIDA, conhecedor das técnicas mais a norte dos EUA para contornar as baixas temperaturas e das possibilidades de viajar que proporcionam, está para a pista de dança como 808 para os kicks e batimentos cardíacos. Não façam leg day nesta noite, que ficam nas mãos do PT mais lascivo com que se vão cruzar.

instagram
ÁCIDA

Do ghetto house ao juke, com todas as variantes de altos BPMs que orbitam estes ritmos, Arrogance Arrogance é um DJ de andamentos elevados para corpos suados.

Fundador das míticas festas ÁCIDA, conhecedor das técnicas mais a norte dos EUA para contornar as baixas temperaturas e das possibilidades de viajar que proporcionam, está para a pista de dança como 808 para os kicks e batimentos cardíacos. Não façam leg day nesta noite, que ficam nas mãos do PT mais lascivo com que se vão cruzar.

instagram
ÁCIDA

ARTISTAS_WEB2-04

Liderado pelo Yaw Tembe, Chão Maior extravaza a nomenclatura para sexteto e propaga-se para novas dimensões. É o que acontece quando ao trompetista se juntam os talentos de Norberto Lobo, Ricardo Martins, Leonor Antunes, João Almeida e Yuri Antunes. Trilhando paisagens jazz sem se segurarem nas suas geografias óbvias, o ensemble usa o fôlego dos metais para criar melodias embevecedoras que se expandem em cadências kraut para os sítios bucólicos da folk, usando a improvisação para distorcer as possibildiades desenhadas pelo líder Tembe. Em 2021 lançam o disco de estreia Drawing Circles, que serve de mote ao concerto que apresentarão no Mucho Flow.

bandcamp
twitter

 

Liderado pelo Yaw Tembe, Chão Maior extravaza a nomenclatura para sexteto e propaga-se para novas dimensões. É o que acontece quando ao trompetista se juntam os talentos de Norberto Lobo, Ricardo Martins, Leonor Antunes, João Almeida e Yuri Antunes. Trilhando paisagens jazz sem se segurarem nas suas geografias óbvias, o ensemble usa o fôlego dos metais para criar melodias embevecedoras que se expandem em cadências kraut para os sítios bucólicos da folk, usando a improvisação para distorcer as possibildiades desenhadas pelo líder Tembe. Em 2021 lançam o disco de estreia Drawing Circles, que serve de mote ao concerto que apresentarão no Mucho Flow.

bandcamp
twitter

 

ARTISTAS_WEB2-11

Coqueluche da Posh Isolation, Croation Amor e Varg2™ são dois fantasmas que atravessam a electrónica com a agilidade marcial, produzindo ambientes imersivos com a mesma intensidade com que agridem corpos com batidas elevadas. Abriram recentemente as hostilidades isolacionistas durante uma pandemia que premiava esse mesmo comportamento — e quando se joga em casa, lançam-se discos incríveis como Body of Content. A primeira oportunidade para o ouvir neste regresso à vida no exterior será no Mucho Flow.

bandcamp
posh isolation
pitchfork

Coqueluche da Posh Isolation, Croation Amor e Varg2™ são dois fantasmas que atravessam a electrónica com a agilidade marcial, produzindo ambientes imersivos com a mesma intensidade com que agridem corpos com batidas elevadas. Abriram recentemente as hostilidades isolacionistas durante uma pandemia que premiava esse mesmo comportamento — e quando se joga em casa, lançam-se discos incríveis como Body of Content. A primeira oportunidade para o ouvir neste regresso à vida no exterior será no Mucho Flow.

bandcamp
posh isolation
pitchfork

lynce

Mucho Flow sem DJ Lynce continua a ser Mucho, mas o Flow que fica em falta nota-se. Disk Jockey que faz jus ao segundo momento do conceito, de agilidade felina, Pedro Santos não tem só muitas rotações nos pratos, tem um conhecimento clínico sobre várias paisagens de música, sem preconceitos e com uma curiosidade académica. Este conhecimento traduz-se numa capacidade camaleónica de assentar em qualquer evento, mas também num condão qualquer para passar a metamorfose para a pista de dança, transformando-a ao sabor dos sets no que bem entender. Entedemos que o que gosta é de ver soalho partido e, como tem feitio enquanto residente no Mucho Flow, é disso que devem estar à espera — de um belo encontro entre a vossa curiosidade e vontade de mexer com a sagacidade de Lynce e a capacidade para meter uma montanha a dançar.

soundcloud
instagram

Mucho Flow sem DJ Lynce continua a ser Mucho, mas o Flow que fica em falta nota-se. Disk Jockey que faz jus ao segundo momento do conceito, de agilidade felina, Pedro Santos não tem só muitas rotações nos pratos, tem um conhecimento clínico sobre várias paisagens de música, sem preconceitos e com uma curiosidade académica. Este conhecimento traduz-se numa capacidade camaleónica de assentar em qualquer evento, mas também num condão qualquer para passar a metamorfose para a pista de dança, transformando-a ao sabor dos sets no que bem entender. Entedemos que o que gosta é de ver soalho partido e, como tem feitio enquanto residente no Mucho Flow, é disso que devem estar à espera — de um belo encontro entre a vossa curiosidade e vontade de mexer com a sagacidade de Lynce e a capacidade para meter uma montanha a dançar.

soundcloud
instagram

ARTISTAS_WEB2-05

O encontro de Miguel Pedro, membro fundador de Mão Morta, Mundo Cão, Palmer Eldritch e Governo, e Inês Malheiro, artista multidisciplinar que usa a voz como catalizador de contextos sonoros, é um voo de rotas vertiginosas, oscilantes e hipnóticas. Não é, assim, por acaso que Fura Olhos sirva de metáfora para a música que criam, em que os ritmos se quedam, quebram, e os andamentos primam pelo inconstante, avançando, travando e criando ambiências que não dependem da batida para criar embalo.

Ao Mucho Flow trazem o disco de estreia, homónimo, acabado de editar pela Revolve.

bandcamp
instagram

O encontro de Miguel Pedro, membro fundador de Mão Morta, Mundo Cão, Palmer Eldritch e Governo, e Inês Malheiro, artista multidisciplinar que usa a voz como catalizador de contextos sonoros, é um voo de rotas vertiginosas, oscilantes e hipnóticas. Não é, assim, por acaso que Fura Olhos sirva de metáfora para a música que criam, em que os ritmos se quedam, quebram, e os andamentos primam pelo inconstante, avançando, travando e criando ambiências que não dependem da batida para criar embalo.

Ao Mucho Flow trazem o disco de estreia, homónimo, acabado de editar pela Revolve.

bandcamp
instagram

ARTISTAS_WEB2-06

Quando a atitude DIY atravessa as possibilidades da electrónica, acontecem os Giant Swan — uma dupla que leva para palco a parafernalia certa para criar torrentes e paredes de som, empurradas a cadências de dança, e que servem para canalizar a energia punk que as pistas de dança pareciam ter deixado esquecidas nas vestimentes elaboradas para o stream do Boiler Room. Com a dupla de Bristol, não são precisos truques, nem tampouco se espera que o portátil faça o trabalho por eles. O esforço de criar bangers é irmamente dividido com o de proporcionar uma experiência de elevada intensidade e de envolver a audiência no percurso tudo.

Na calha trazem o disco homónimo, algo que serve apenas de introdução para o que fazem ao vivo, onde as caixas de ritmo e pedais de efeitos ditam os caminhos.

bandcamp
soundcloud
instagram
the guardian

Quando a atitude DIY atravessa as possibilidades da electrónica, acontecem os Giant Swan — uma dupla que leva para palco a parafernalia certa para criar torrentes e paredes de som, empurradas a cadências de dança, e que servem para canalizar a energia punk que as pistas de dança pareciam ter deixado esquecidas nas vestimentes elaboradas para o stream do Boiler Room. Com a dupla de Bristol, não são precisos truques, nem tampouco se espera que o portátil faça o trabalho por eles. O esforço de criar bangers é irmamente dividido com o de proporcionar uma experiência de elevada intensidade e de envolver a audiência no percurso tudo.

Na calha trazem o disco homónimo, algo que serve apenas de introdução para o que fazem ao vivo, onde as caixas de ritmo e pedais de efeitos ditam os caminhos.

bandcamp
soundcloud
instagram
the guardian

Mucho_21_LEE-GAMBLE-14

Lee Gamble é um dos principais responsáveis pelo empurrão que as fronteiras da electrónica têm levado nos últimos anos. Tanto nos seus muitos outputs, alguns dos quais selados pela Hyperdub, como através da sua editora UIQ, o produtor inglês tem possibilitado o cruzamento inusitado de tendências rítmicas, com um tratamento muito orgânico do som digital. Apresenta-se no Mucho Flow para um DJ, onde cruzará a sua veia pulsante de explorador intrépido com a de produtor imprevisível.

bandcamp
soundcloud

Lee Gamble é um dos principais responsáveis pelo empurrão que as fronteiras da electrónica têm levado nos últimos anos. Tanto nos seus muitos outputs, alguns dos quais selados pela Hyperdub, como através da sua editora UIQ, o produtor inglês tem possibilitado o cruzamento inusitado de tendências rítmicas, com um tratamento muito orgânico do som digital. Apresenta-se no Mucho Flow para um DJ, onde cruzará a sua veia pulsante de explorador intrépido com a de produtor imprevisível.

bandcamp
soundcloud 

ARTISTAS_WEB2-07

Loraine James é um produto da sua geografia. Nascida e criada em Inglaterra, parte do catálogo da incontornável Hyperdub, a produtora não assenta numa expressão única, abraçando os ascendentes rave e garage, envolvendo-os em glitches e avançando, corajosamente, para as expressões novas do grime do drill com roupagens ainda mais novas. Seria pouco dizer que James é o presente, quando a cada álbum que lança ela parece definir os caminhos do futuro próximo. O novo LP Reflection, que traz em estreia ao Mucho Flow, serve de prova disso mesmo.

bandcamp
soundcloud
instagram

pitchfork
the guardian
rollingstone

Loraine James é um produto da sua geografia. Nascida e criada em Inglaterra, parte do catálogo da incontornável Hyperdub, a produtora não assenta numa expressão única, abraçando os ascendentes rave e garage, envolvendo-os em glitches e avançando, corajosamente, para as expressões novas do grime do drill com roupagens ainda mais novas. Seria pouco dizer que James é o presente, quando a cada álbum que lança ela parece definir os caminhos do futuro próximo. O novo LP Reflection, que traz em estreia ao Mucho Flow, serve de prova disso mesmo.

bandcamp
soundcloud
instagram

pitchfork
the guardian
rollingstone

ARTISTAS_WEB2-09

Sem género fixo, Lorenzo Senni percorre as paragens electrónicas sempre com um cunho muito singular. Não há ritmo fixo, cadência óbvia, ou arpeggios lugar-comum na sua música, mas a textura com que envolve cada conjunto de sons e a forma como as combina e compõe criam imagens sonoras idiossincráticas, que se destacam em qualquer contexto. O produtor italiano tem feito isso tanto por via da sua editora Presto?!, cuja curadoria não descura (lançou DJ Stingray e Florian Hecker e mais não dizemos), ou em lançamentos com selos de qualidade inquestionável, como a Editions Mego.

Ao Mucho Flow traz o mais recente Scacco Macco, um lançamento que encheu o confinamento de muita gente com cores vibrantes e sons recortados, numa torrente emocional capaz de encher qualquer sala de espectáculos.

www
bandcamp

 

Sem género fixo, Lorenzo Senni percorre as paragens electrónicas sempre com um cunho muito singular. Não há ritmo fixo, cadência óbvia, ou arpeggios lugar-comum na sua música, mas a textura com que envolve cada conjunto de sons e a forma como as combina e compõe criam imagens sonoras idiossincráticas, que se destacam em qualquer contexto. O produtor italiano tem feito isso tanto por via da sua editora Presto?!, cuja curadoria não descura (lançou DJ Stingray e Florian Hecker e mais não dizemos), ou em lançamentos com selos de qualidade inquestionável, como a Editions Mego.

Ao Mucho Flow traz o mais recente Scacco Macco, um lançamento que encheu o confinamento de muita gente com cores vibrantes e sons recortados, numa torrente emocional capaz de encher qualquer sala de espectáculos.

www
bandcamp

 

ARTISTAS_WEB2-08

O produtor Muqata'a é dos nomes maiores da cena palestiniana, agitadorincontornável da cena de Ramallah e um interpréte das paisagens hip hop com uma visão muito própria do que se pode fazer com esse arquétipo. Fruto de um crescimento cosmopolita, com paragens da sua família um pouco por todo o Mediterrâneo, e um desprezo gritante contra o aborrecimento, o produtor tornou-se um dos principais promotores de eventos DIY da Palestina e canalizou esse role de influências para técnicas de sampling que tanto dá o braço ao desconforto e ao glitch como o corpo ao balançar constante das batidas que pedem rimas. Em 2021 lançou Kamil Manqus, onde se aproxima das paragens mais experimentais da electrónica — tendência, aliás, que se tem mostrado uma das grandes forças do mundo árabe nos anos recentes.

www
bandcamp
soundcloud
the guardian

O produtor Muqata'a é dos nomes maiores da cena palestiniana, agitadorincontornável da cena de Ramallah e um interpréte das paisagens hip hop com uma visão muito própria do que se pode fazer com esse arquétipo. Fruto de um crescimento cosmopolita, com paragens da sua família um pouco por todo o Mediterrâneo, e um desprezo gritante contra o aborrecimento, o produtor tornou-se um dos principais promotores de eventos DIY da Palestina e canalizou esse role de influências para técnicas de sampling que tanto dá o braço ao desconforto e ao glitch como o corpo ao balançar constante das batidas que pedem rimas. Em 2021 lançou Kamil Manqus, onde se aproxima das paragens mais experimentais da electrónica — tendência, aliás, que se tem mostrado uma das grandes forças do mundo árabe nos anos recentes.

www
bandcamp
soundcloud
the guardian

RM

Prata da casa é quase insultuoso para tudo aquilo que Ricardo Martins pode fazer, portanto vamos assumir que ele já é ouro da casa, ou uma versão platinada de algum diamante que já passou o estágio de bruto. Baterista, percussionista e caixa de ritmos ambulante, Ricardo Martins é prolífico como poucos — no seu trabalho, no que dele expõe, e nas suas mais variadas expressões, que extravasam e ultrapassam definições genéricas. Membro de Adorno, I Had Plans, Pop Dell'Arte, colaborador de Filho da Mãe e pródigo agitador de baquetas, um solo seu é sempre uma bela surpresa. Melhor, é uma surpresa com que gostamos sempre de presentear.

www
bandcamp

Prata da casa é quase insultuoso para tudo aquilo que Ricardo Martins pode fazer, portanto vamos assumir que ele já é ouro da casa, ou uma versão platinada de algum diamante que já passou o estágio de bruto. Baterista, percussionista e caixa de ritmos ambulante, Ricardo Martins é prolífico como poucos — no seu trabalho, no que dele expõe, e nas suas mais variadas expressões, que extravasam e ultrapassam definições genéricas. Membro de Adorno, I Had Plans, Pop Dell'Arte, colaborador de Filho da Mãe e pródigo agitador de baquetas, um solo seu é sempre uma bela surpresa. Melhor, é uma surpresa com que gostamos sempre de presentear.

www
bandcamp

ARTISTAS_WEB2-10

Um nome que agitou a cena electrónica com especial força durante o último verão, os Space Afrika mostraram com o cirurgicamente apelidado Honest Labour, o seu LP mais recente, que não estão para ser uma moda passageira. A dupla de Manchester encerra nas suas peças algo que elevou a electrónica inglesa dos últimos e que não depende de BPMs elevados — ambientes profundos, envolventes e cuja a definição de texturas e metamorfosear de contextos provoca uma reação visceral no ouvinte, que se sente no peito e na derme. As histórias negras do mais recente longa-duração prometem catarse no Mucho Flow deste ano.

bandcamp
pitchfork
the guardian

Um nome que agitou a cena electrónica com especial força durante o último verão, os Space Afrika mostraram com o cirurgicamente apelidado Honest Labour, o seu LP mais recente, que não estão para ser uma moda passageira. A dupla de Manchester encerra nas suas peças algo que elevou a electrónica inglesa dos últimos e que não depende de BPMs elevados — ambientes profundos, envolventes e cuja a definição de texturas e metamorfosear de contextos provoca uma reação visceral no ouvinte, que se sente no peito e na derme. As histórias negras do mais recente longa-duração prometem catarse no Mucho Flow deste ano.

bandcamp
pitchfork
the guardian