Há uma certa letargia que apontam à contemporaneidade e a quem a habita, na impossibilidade de reagir a todos os colapsos e momentos fracturantes a que estamos sujeitos, que não cremos que nos descreve enquanto coletivo – seja ele uma sociedade ou simplesmente um acordo tácito de autonomia em relação à mesma. Nós respondemos com Inquietação.
Um sintoma do agora e dos vislumbres do futuro, a âncora que nos mantém no passado, a inquietação controla-nos até nós invertermos o jogo. Nas ruas de paris sussurava-se “Boredom won’t get me tonight”, e é assim que partimos para as artérias de Guimarães, a pulsar incerteza e curiosidade.
Inquietos, desassossegados; um mantra para o espírito e não para o corpo. Comprometidos com tornar cada esquina uma aventura; cada rua mais inclinada; cada palco um espaço de disrupção. O Mucho Flow de 2025 é sobre existir e persistir, sobre desviar a norma e criar anomalias estatísticas; porque a normalidade não é senão a mediana do que observamos, e a expressão máxima de uma letargia social que está comprometida apenas com o presente, que desconhece o presente e se desinteressa pelo devir.